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terça-feira, 25 de agosto de 2015

Cubo Mágico





Um dia me peguei sonhando com minha escrivaninha, acho que todos já pensaram em como poderiam personalizar seu local de trabalho, muitas vezes já pensei também o mesmo, mas dessa vez ela tinha algo que eu não esperava, bem ao lado direito do meu notebook estava um cubo mágico num pequeno suporte de três pernas que o deixavam em formato de losango, seus quadrados coloridos misturados e em desordem pareciam zombar de mim.

-O que isso faz aqui?- pensei vendo aquela coisa na minha mesa.
E repeti essa pergunta quando acordei, bem veja aquilo realmente me intrigou o que um brinquedo fazia em lugar de destaque na minha mesa, nunca faço as coisas por acaso por que ele estava lá?

E então compreendi eu sou o cubo, todas aquelas cores misturadas são meus pensamentos em desordem, no caos necessário pra que aconteça as grandes criações as guerras e crises estão ai para provar isso, quanto mais se monta se cria uma conclusão de como se deve resolver o cubo mais acabamos mudando nossa opinião de como ele deve ser montado, a capacidade de se permitir ser uma metamorfose ambulante é necessária mais do que qualquer outra coisa, também se mostra necessário a admissão de erros e não leva-los tão a sério, não levar o cubo a sério nos permite resolve-lo não só de forma mais rápida como mais divertida
.
O cubo pode ser resolvido milhares de vezes mas você nunca vai resolve-lo da mesma maneira a menos que trapaceie, e isso tiraria todo o aprendizado que envolve ele, eu sou o cubo, um cubo que pretendo que nunca seja resolvido me mostrando assim inúmeras possibilidades que  não teria se o fosse, a vida é um cubo mágico, cobrará de você tanto raciocínio quanto jogo de cintura, paciência e imaginação quanto o cubo, e quer saber? Isso não parece nenhum pouco ruim!

sábado, 20 de junho de 2015

Garoto dourado




Garoto dourado
Que cheira a pecado
Com seu sorriso encantado
Me fala que quer um ser enamorado


Que ao se fazer de machucado
 de mim consegue um beijo roubado
Ah! Garoto dourado!

Que declama seu poema
Que me faz sentir
Menina tão pequena

Que esquece seus problemas
Que me mostra seus esquemas

De um dia para um infinito.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Viagem de Trem



As vezes sinto como se estivesse de frente a verdade, e meus olhos a vissem por trás de uma janela, mas de alguma forma sinto eles nublados. quero vê-la claramente, mas não me permito. e minha impotência me magoa.
A janela começa a ser insignificante como todo o resto e tudo é tão claro que se torna escuro e de alguma forma tudo continua, mas não sei o por que daquela persistência eu simplesmente não entendo porque o castelo de cartas não desaba de uma vez, e não sei porque prefiro que ele caia. então eu sou mais uma vez um numero, e esqueço que nunca deixei de ser um.
 A coleira sempre esteve no meu pescoço, as algemas são invisíveis mas continuam em meus pulsos e sou um ser humano tão passageiro e deplorável quanto qualquer outro, com suas felicidades passageiras e genéricas e suas limitações na prisão comportamental chamada sociedade e assim mais uma vez chego na parada lugar nenhum.

sábado, 27 de abril de 2013

A cadeira vazia





O céu não mostrava esperança.
E o desespero era tão fisico quanto a lua, 
que se escondia em meio a nuvens densas, 
feitas de lágrimas numa solitária dança.
O mar rugia sentindo a dor dilacerante.

O vento cantava a tristeza uivante
As casas estavam vázias
as ruas tão frias
O tempo parado, pois não consegue proseguir.

As crianças, sem risos.
As flores sem cores, 
Os passaros agoniavam de amargura.
No coração não se via nada além de uma grande fissura,

Feita no momento da partida.
Nada proseguia, 
nada conseguia,
seguir sem ti.

a lembrança antes doce,
Se tornou tão amarga.
a dor sabe apagar o fraco sorriso
que se abre quando lembro de tudo que vivemos,

Por isso agora saiba,
Você é para sempre,
Enquanto esse sempre possa ser eu.
E ele possa ser  seu.





sábado, 19 de maio de 2012

Um segredo, e cores jogadas se tornaram preto


Uma noite, não estava estrelada nem ao menos a Lua se mostrava grandiosa, era apenas uma noite...
Ele me mostrava não seu desejo, mas a dor que sentia por me amar...
Sabia que em poucas horas tudo aquilo seria apenas um sonho.
A quanto tempo tínhamos nos livrado das máscaras?
Ele agora segurava mais uma taça de vinho... enquanto me pintava com todas as cores que dizia serem dignas de deusas, dignas de mim... afinal, sempre havia sido não apenas sua deusa, mas sua amiga, companheira, cúmplice e mulher...
Apesar de todos os anos a me amar em segredo, esperando absolutamente nada sem esperanças e sem respostas.
Apesar de se passarem anos em que qualquer um podia ver nele não o amigo que tentava parecer, mas o homem apaixonado que esperava em segredo, e esperava o que se via contentado com um simples sorriso, sabia que era impossível, por isso apenas ali ficava em silencio...
E foi por este silencio que me vi perdida, não era somente ele o autor de segredos escritos e pintados...
Eu me via a pintar vários deles, o de como podia ver o brilho em seus olhos, de como meu coração pulava ao seu lado, de como sentia sua falta e me preocupava não comigo, mas em como sua vida mudaria... Afinal ninguém aceitaria o amor de um professor por sua aluna, quem podia imaginar que os sentimentos fossem verdade?
Quem enxergaria a dor na despedida e o amor tão grande a ponto de ver não por si, mas por ele se permitir ficar na saudade e  permitir machucar por um bem, o seu bem,
 jamais o meu...
mas como essa dor poderia ser boa ? 
Por que tinham tanta covardia em admitir?
Não que se gostavam mais se amavam, não suas razões sempre pareceram incontestáveis!
Seu amor é que não necessitava de absolutamente nada, os dois sabiam a beleza que aquela dor podia ter, justamente por não se terem, poderiam continuar poderiam amar ela sabia o que era e foi ...
Ele nem imaginava o quanto era querido e amado, por fim descobriram e se afastaram seus sonhos idênticos nunca seriam testados, como os artistas que eram os deixariam perfeitos intocados...
sua beleza duraria para sempre aluna e mestre quem poderia evitar?

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Tema de um sonho

Todas as coisas tem uma essência sonora,
e não poderia ser diferente com os meus sonhos...
E esta é a história da minha essência sonora.
A música que me deu força para acreditar.
Para continuar, e ignorar as pessoas que diziam que era impossível...

A música que me mostrou o que eu queria.
Me deu coragem, para acreditar num sonho
que eu pensava que poderia se tornar real,
Um sonho que não seria nada sem essa música.
Uma música que inspirou e cultivou um sonho.

Uma música que guarda a estória de um menino com cabelos bagunçados
que morava num armário debaixo de uma escada, um menino solitário
mas que ganhou um lar, e nesse lar descobriu o que realmente era.

Essa é a música do meu sonho, e se um dia eu conseguir explicar
 com nossas palavras o que ela significa, então ela não será mais tão bonita
 pois a beleza dela se mostra no que ela me faz sentir
e sentimentos nunca vão ser totalmente intendidos por nossas rígidas palavras.